25.9.09

Matilha Fantástica II

Acordei, fiz um café e sentei no sofá da sala. Era uma sexta-feira chuvosa e o silêncio, apesar do barulho dos carros na rua, governava, pois não havia ninguém em casa, todos os meus companheiros da república estavam na faculdade. Como não tínhamos TV à cabo, a programação matinal da TV aberta estava horrível, logo, pensei em outra coisa pra fazer.

Era umas dez da manhã quando entrei no bar e pedi uma cerveja. A loura, geladíssima, desceu licitamente pela garganta. Pedi uma porção de moela, pois o cozinheiro avisou que tinha cozinhado-a naquele momento. Foi a melhor parceira que minha cerveja encontraria àquela hora da manhã, lasquei-a de pimenta e salivei por uma cachaça.

- Do barril! – Solicitei ao Jorge.

Depois de seis garrafas, fechei a conta e fui embora. Precisava encontrar algum companheiro de copo e lá em casa, tinha três deles. Assim que cheguei, escutei o barulho do chuveiro, fui até a geladeira e peguei uma latinha pra esperar o dito cujo sair do banheiro, até então, eu não sabia quem era. Senti a bexiga cheia, a vontade veio com força, bati na porta.

- Anda rápido, quero mijar.

- Já estou saindo, estou tirando o xampu.

Eu não agüentava mais esperar, era meu amigo mais fresco no banho e tinha a certeza que ele demoraria mais uns vinte minutos. Corri pra cozinha e peguei uma garrafa de refrigerante de um litro, vazia. Não pensei duas vezes.

Quase entornou, mas tudo ocorreu bem. Lacrei-a e deixei num cantinho da área de serviço. Vinte minutos depois, meu amigo saiu do banho, conversamos e resolvemos voltar pro botequim. Esqueci da garrafa.

Horas depois, após garrafas e mais garrafas de cerveja, voltamos pro cafofo. Assim que abrimos a porta, eu avistei a garrafa “cheia” em cima da mesa do computador, com um pano de chão ao lado. Primeiro ri, mas parei quando a mãe do meu outro amigo nos cumprimentou.

- Essa casa está uma bagunça. – Esbravejou ela.

Rimos sem graça.

- Estou fazendo uma faxina. Que produto é esse aqui? – Perguntou ela pegando a garrafa com meu mijo.

Fiquei tenso e meu amigo, sem saber de nada, respondeu que deveria ser cloro.

- Cheirei e não tem cheiro de cloro. - Respondeu ela.

Eu tremi e tive que intervir.

- Não é cloro. Isso é um produto pra limpar tinta nanquim. – Aproveitei usando o meu curso de arquitetura.

- Se limpa nanquim, isso deve limpar tudo. – Ele exclamou alegre.

Tomei bruscamente a garrafa da mão dela, pois ela já estava pra entornar o mijo no pano.

- Nem pensar, isso é muito caro. É importado. Um litro custa cinquenta reais, quer dizer, dólares.

- Nossa que caro! – Disse ela, arregalando os olhos.

- 50 conto? Deixa eu cheirar isso. - Meu amigo, besta, tentou pegar a garrafa.

- Nada disso. Não pode ficar abrindo, pois evapora.

Fechei com força e carreguei pro meu quarto. Quando voltei, no corredor à caminho da cozinha, escutei a mãe do meu amigo falando:

- Perguntarei pra ele o nome daquele produto, minha sobrinha começará a faculdade de arquitetura e precisará de um desses. – Disse ela.

- A senhora terá que encomendar. – Explicou meu amigo. – É produto dos bons e importado.

3 comentários:

Mayte disse...

Eita xixi milagroso heim, tb com tanto alcool nesse seu xixi deve limpar tudo mesmo. Já experimentou? rs

Aninha Leme disse...

opaaaaaaaa
pipi de ouro!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
oww belezaaa
queria fazer dinheiro assim, viu?

besosss

Paula disse...

ahauhauahauhaua
adoro seus textos. acalentam meu dia